O espetáculo Negros e Alvos, com texto de Monahyr Campos e direção de Pin Nogueira, volta a São Paulo em nova temporada.
Fugindo ao lugar-comum de personagens negros oprimidos e explorados, a peça discute o racismo do ponto de vista de um homem negro bem-sucedido, com nível superior e formado pela melhor universidade do país.
Benedito Ferro é um psicoterapeuta negro que nunca foi um ativista da igualdade racial, mas traz na sua trajetória de vida situações de preconceito veladas que marcaram a sua personalidade, talvez até por isso, mesmo que inconscientemente, tenha escolhido estudar Psicologia.
Dito se vê envolvido e loucamente apaixonado por uma mulher loira, que parece usá-lo como objeto de diversão e consumo. Para complicar, ainda aparece em seu consultório Bruno, um paciente desconcertante: machista, preconceituoso e truculento.
A história se passa em torno dessas três vidas que se cruzam, envolvendo também questões como família, status social, dinheiro, poder e sexo.
O trocadilho com o título da peça, Negros e Alvos, brinca com a dualidade negros / alvos (brancos), e também traz a questão dos negros como alvo do preconceito racial.
O objetivo da peça é sensibilizar o público “abordando os efeitos psíquicos da exclusão racial e do preconceito internalizado no inconsciente coletivo, além, principalmente, de tentar destituir o mito de que no Brasil não existe racismo”, explica o autor Monahyr Campos.
Ele, que também é músico, é responsável pela criação da trilha sonora original da peça, fruto de uma extensa pesquisa sobre a influência da música africana na cultura brasileira.
As músicas do espetáculo são apresentadas ao vivo com Monahyr Campos e Letícia Cruz tocando no palco e se revezando em papéis de apoio.
A dança contemporânea também tem destaque no espetáculo, com uma linda cena solo da atriz Camila Rodrigues, que interpreta a loira Bianca Weib e também é bailarina.
Com os atores Ricardo Barbosa (Benedito Ferro, psicólogo), Camila Rodrigues (Bianca Weib, loira) e Reinaldo Rás (Bruno Kleinerkuchen, paciente), a peça sensibiliza, diverte e faz pensar.
Negros e Alvos - A exceção não pode servir para exemplo
Quando: Sábados às 21h; domingos, às 19h; A partir de 04/06
Onde: Teatro Plínio Marcos – Rua Clélia, 33 – Vila Pompéia - São Paulo/SP
Quanto: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia) - Descontos especiais para grupos
Informações: 11 - 9153 4953
Classificação: Livre
Tudo o que é insólito, improvável, impossível - também, o óbvio, o lógico, o claro - cabem aqui e ali, em qualquer lugar!
terça-feira, 31 de maio de 2011
Cárcere fala sobre música e silêncio
Monólogo sobre pianista preso por tráfico de drogas discute liberdade, violência, criatividade, vocação artística, morte, mas, sobretudo, música e silêncio.
Vinícius Piedade dirigiu e atua no monólogo Cárcere, que retoma um tema recorrente da literatura e da dramaturgia, mas numa roupagem mais leve, contemporânea, e por que não dizer, musical.
Preso numa cadeia, um pianista sente falta da liberdade, da rua, do mar que observa pelas grades, mas sente principalmente falta do seu piano, de sua música, de música.
O pedido inusitado de um piano para a sua cela faz com que o artista condenado seja mal interpretado pelos colegas de cárcere. Ameaçado, é levado para o “seguro”, cela onde são enviados os jurados de morte. Lá, ele vive a angústia da espera de uma rebelião iminente.
É desse lugar, para onde vão os marcados para morrer, que o protagonista narra uma semana de sua vida de prisioneiro. Nesse ritmo de contagem regressiva, suas expectativas, impressões, reflexões e sensações são contadas como num diário. Nele, o pianista faz um panorama de sua vida até ali, como se tornou músico por influência do tio e traficante por necessidade.
Como não pode ver muito além das grades, dois sentidos marcam as sensações do protagonista em seu pequeno isolamento. O olfato e a audição – esta já bem desenvolvida nos músicos - ganham relevância no monólogo.
Longe da música, tudo para ele passa a ser ouvido como tal. Numa cena bastante poética, ele chega a confundir os gritos e sussurros de seus companheiros de confinamento com uma suave melodia.
A plateia quase sente o cheiro do dia de visita, descrito em pormenores pelo presidiário: o cheiro da comida que os parentes levam para os presos, o cheiro do frescor da rua, o cheiro das avós que carinhosamente visitam seus netos encarcerados...
Mas, o protagonista não tem visita, ninguém o espera do lado do fora, a não ser o seu piano, em silêncio.
Fugindo ao óbvio, a peça emociona, diverte e faz refletir sobre as intrínsecas e controversas relações entre liberdade/música X prisão/silêncio.
Com texto de Saulo Ribeiro, o espetáculo já rodou o país e se prepara para temporada europeia em 2012. Em São Paulo, tem duas últimas apresentações no dias 21 e 22 de maio. Vale a pena cada minuto!
Cárcere
Avaliação: Excelente
Quando: Sábados às 21h; domingos, às 20h30; Até 22/5/2011.
Onde: Núcleo Bartolomeu de Depoimentos- Rua Dr. Augusto de Miranda, 786 – Vila Pompéia, São Paulo/SP
Quanto: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia ou antecipado)
Informações: 0/xx/11 4003-1212
Classificação: 12 anos
Vinícius Piedade dirigiu e atua no monólogo Cárcere, que retoma um tema recorrente da literatura e da dramaturgia, mas numa roupagem mais leve, contemporânea, e por que não dizer, musical.
Preso numa cadeia, um pianista sente falta da liberdade, da rua, do mar que observa pelas grades, mas sente principalmente falta do seu piano, de sua música, de música.
O pedido inusitado de um piano para a sua cela faz com que o artista condenado seja mal interpretado pelos colegas de cárcere. Ameaçado, é levado para o “seguro”, cela onde são enviados os jurados de morte. Lá, ele vive a angústia da espera de uma rebelião iminente.
É desse lugar, para onde vão os marcados para morrer, que o protagonista narra uma semana de sua vida de prisioneiro. Nesse ritmo de contagem regressiva, suas expectativas, impressões, reflexões e sensações são contadas como num diário. Nele, o pianista faz um panorama de sua vida até ali, como se tornou músico por influência do tio e traficante por necessidade.
Como não pode ver muito além das grades, dois sentidos marcam as sensações do protagonista em seu pequeno isolamento. O olfato e a audição – esta já bem desenvolvida nos músicos - ganham relevância no monólogo.
Longe da música, tudo para ele passa a ser ouvido como tal. Numa cena bastante poética, ele chega a confundir os gritos e sussurros de seus companheiros de confinamento com uma suave melodia.
A plateia quase sente o cheiro do dia de visita, descrito em pormenores pelo presidiário: o cheiro da comida que os parentes levam para os presos, o cheiro do frescor da rua, o cheiro das avós que carinhosamente visitam seus netos encarcerados...
Mas, o protagonista não tem visita, ninguém o espera do lado do fora, a não ser o seu piano, em silêncio.
Fugindo ao óbvio, a peça emociona, diverte e faz refletir sobre as intrínsecas e controversas relações entre liberdade/música X prisão/silêncio.
Com texto de Saulo Ribeiro, o espetáculo já rodou o país e se prepara para temporada europeia em 2012. Em São Paulo, tem duas últimas apresentações no dias 21 e 22 de maio. Vale a pena cada minuto!
Cárcere
Avaliação: Excelente
Quando: Sábados às 21h; domingos, às 20h30; Até 22/5/2011.
Onde: Núcleo Bartolomeu de Depoimentos- Rua Dr. Augusto de Miranda, 786 – Vila Pompéia, São Paulo/SP
Quanto: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia ou antecipado)
Informações: 0/xx/11 4003-1212
Classificação: 12 anos
A morte e a morte em A Senhora de Dubuque
A visita inesperada a uma mulher próxima da morte é o pano de fundo de A Senhora de Dubuque.
No espetáculo, o dramaturgo americano Edward Albbe tece várias conjecturas a respeito da finitude da vida e da busca da própria identidade.
A chegada de Elizabeth, a Senhora de Dubuque, brilhantemente interpretada por Karin Rodrigues, causa estranhamento, e ao mesmo tempo, fascínio a todos, porque ela se diz mãe de Jo (Alessandra Negrini), uma jovem que sofre de uma doença grave e está prestes a morrer.
A descrição que Jo e Sam (Joaquim Lopes), seu marido, passaram aos amigos sobre a mãe da moça, reclusa e distante, não condiz com a mulher forte e elegante que chega à residência do casal.
E cabe a Sam a difícil tarefa de lutar e resistir àquela presença tão indesejável que, ele já deve prever, lhe trará consequências devastadoras.
Mas, a identidade da mulher misteriosa não é a única que está em jogo na peça. No início, Sam brinca com os amigos com um jogo de adivinhações que abre a trama com a pergunta: "quem sou eu?".
Essa indagação, talvez até mais do que a discussão sobre a morte, permeia todo o espetáculo.
Quem são aquelas pessoas, qual o sentido de suas existências? Por que estão ali tendo que conviver já que não se suportam?
Como é recorrente nos textos do dramaturgo americano abordar os dois mais importantes episódios da nossa existência: o nascimento, do qual não nos recordamos, e a morte, a qual não podemos prever, a peça une perfeitamente as duas pontas da vida, ao colocar a suposta mãe, que teoricamente teria dado a vida, no momento crucial da morte.
E sua tão ambígua e estranha presença que fascina os amigos, revolta o marido e acalanta e traz paz à moribunda pode ser uma incômoda metáfora do futuro que a todos nós aguarda.
Intrigante e perturbadora, a peça provoca um mal estar e um forte questionamento. Por isso, é imprescindível ser apreciada.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Filha de nordestinos que ama o Brasil sem fronteiras
Nasci em São Paulo, como milhões de paulistanos, apenas pelo fato de meus pais, trabalhadores rurais no sertão cearence, não encontrarem naquela época condições mínimas de trabalho e renda para manterem suas famílias com dignidade.
Para cá vieram ainda na década de 60, mais precisamente em 1968, pleno ano da ditadura pesada, do AI-5.
Lembro de que minha casa era sempre cheia de parentes. Quem já tinha casa recebia os outros, até que esses se estabilizassem e pudessem garantir o seu teto. Eram tempos difíceis, mas de muita solidariedade e muito, muito trabalho.
Meu pai aqui aprendeu o ofício de marceneiro, no qual trabalhou durante toda a sua vida. Levou marmita, pegou ônibus lotado, acordou às 5h da manhã, respirou muito pó de serragem e ouviu muito barulho alto de máquina, durante 30 anos de trabalho.
Me recordo com muito carinho da rotina diária de minha mãe, olhando-o descer do ônibus às 18h em ponto e indo colocar sua janta na mesa, para assim que ele entrasse, a comidinha estivesse lá, quentinha, para quem vinha faminto de um dia inteiro de trabalho pesado. Aquela comida simples tinha gosto de amor, de afeto, de cuidado...
E foi nessa luta, que Francisco mandou os três filhos para a faculdade (dois deles para a universidade pública), o que sempre foi sua grande meta de vida.
Lá no bairro da Freguesia do Ó, eu nunca tinha sentido o preconceito, pois a grande maioria era formada por nordestinos, ou imigrantes mineiros, nortistas. Mas, conforme fui crescendo e adentrando a outras regiões da cidade, ouvi muitas barbaridades, muitas agressões, muitas discriminações que não entendia e com as quais me revoltava. Já briguei muito defendendo os nordestinos, quem me conhece sabe como eu era mais combativa, revoltada e até agressiva.
Hoje, vejo esses atos fascistas, xenofóbicos, preconceituosos e criminosos (divulgados no Twitter contra os nordestinos, em virtude da vitória da candidata Dilma Rousseff para presidente) vindo de pessoas jovens, que têm formação e informação, e me dá uma profunda tristeza, uma sensação de que não estamos evoluindo enquanto nação, enquanto cidadãos, enquanto seres humanos.
Que tipo de valores esses jovens estão recebendo em casa para disseminar tanto ódio gratuito, tanta barbaridade, tanta violência?
Eu sempre defendi um Brasil sem fronteiras, um mundo sem fronteiras. As cidades, estados, regiões, países são apenas divisões políticas e administrativas, a Terra é inteira, única, completa.
Ao mesmo tempo, amo e admiro as diferenças. Que lindo país temos, com tantas culturas, tantos sotaques, como adoro o oxente baiano, o sotaque cheio de “s” do carioca, os “uais” mineiros... Aliás, também repugno essa rixa estúpida entre paulistas e cariocas. Sou paulistana e amo o Rio de Janeiro.
Como é gostoso viajar e ouvir diferentes formas de pronúncia, comer comidas diferentes. Como aprendemos como viviam os europeus quando vamos ao sul, e as culturas africanas na Bahia. E a variedade de cores de pele, olhos, cabelos, como é rico e belo.
Que triste seria se todos tivéssemos a mesma aparência, o mesmo sotaque, o mesmo modo de pensar... Seríamos como robôs, cópias clonadas, máquinas. Viva a diferença! E é respeitando as diferenças que percebemos que, na essência, somos todos realmente iguais!
sábado, 9 de outubro de 2010
Debate no Facebook
E o debate político está acirrado nas redes sociais. Veja a pequena repercussão do meu post de apoio à Dilma.
Adriana Macedo - Eu voto Dilma presidente no segundo turno
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
O Nobel é latino-americano
Hoje a América Latina comemora o reconhecimento da obra de tão importante escritor peruano, Mário Vargas Llosa, que recebeu o prêmio Nobel de Literatura.
Esse prêmio é de todos nós, leitores e escritores das partes baixas do planeta, porque mostra que aqui nas regiões tropicais também se faz literatura da melhor qualidade, também temos intelectuais da mais alta capacidade e pensadores que ajudam a discutir e debater as questões mundiais.
Sobre Vargas Llosa, Gabriel Garcia Marquez (colombiano, prêmio Nobel em 1982) e Pablo Neruda (chileno, prêmio Nobel em 1971) - todos maravilhosos e revolucionários e cujos livros marcaram a minha vida - existe informação aos montes por aí, ainda bem!
Mas, quero falar especialmente de um outro prêmio Nobel da Literatura, de 1945, que nós brasileiros pouco conhecemos. Trata-se de uma mulher, chilena e nascida no século XIX: Gabriela Mistral. Há 2 anos, quando estive no Chile, ouvi falar muito dessa poetisa, que viveu de 1889 a 1957.
Gabriela foi a primeira pessoa nascida na América Latina a ganhar o prêmio e a quarta mulher, precedida de 3 europeias: a sueca Selma Lagerlof (1909), a italiana Grazia Deledda (1926) e a norueguesa Sigrid Undset (1928). Depois dela, apenas mais 6 mulheres ganharam o Nobel de Literatura, que existe desde 1901.
A professora primária Gabriela Mistral tornou-se conhecida em todo o Chile quando ganhou um prêmio de literatura em Santiago, no ano de 1914, época em que cenário era totalmente dominado por homens.
Sua biografia foi fortemente marcada pelo suicídio do noivo, em 1907. Sozinha durante toda a vida, Gabriela colocou todo o seu amor e a ausência dele em poemas muito marcados pelo sentimento, pela dor, pelo imenso carinho pelas crianças e pela humanidade. Poesia densa, forte, impactante.
Grande exemplo de mulher e de escritora sensível, quebrou tabus, ousou e foi reconhecida apenas por falar de amor.
Monumento a Gabriela Mistral, em Viña Del Mar, Chile - Foto: Adriana Macedo Veja aí um pouco de Gabriela Mistral:
COPLAS
A tudo, em minha boca,
um sabor de lágrimas se acresce;
a meu pão cotidiano, a meu canto
e até à minha prece.
Eu não tenho outro oficio,
depois do silente de amar-te,
que este oficio de lágrimas, duro,
que tu me deixaste.
Olhos apertados
de candentes lágrimas!
Boca atribulada e convulsa,
em que prece tudo se tornava!
Tenho um vergonha
deste modo covarde de ser!
Nem vou em tua busca
nem consigo também te esquecer!
E há um romoer que me sangra
de olhar um céu
não visto por teus olhos,
de apalpar as rosas
sustentadas pela cal de teus ossos!
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Gastar menos para viajar mais
Viajar para mim não é lazer, nem apenas diversão ou passatempo. Viajar para mim é uma necessidade. Eu “preciso”, de tempos em tempos, ir para um lugar novo, diferente, onde nunca tenha estado antes.
Acho que esse vício foi culpa dos meus pais. Não que eles sejam viajantes, mas tiveram a coragem de me colocar, juntamente com toda a família, num ônibus de São Paulo ao sertão nordestino, quando eu acabava de completar um mês de vida. Foi minha primeira grande aventura. Uma longa viagem de três dias pelas estradas brasileiras que, se hoje ainda são bem capengas, imagine em meados da década de 70. Resultado: peguei gosto e nunca mais larguei!
Tanto que meu objetivo de vida não é fazer fortuna, acumular bens, comprar carrões, casas de praia, nada disso... Meu objetivo de vida é percorrer todos os continentes... Sei que preciso viver muito (e trabalhar mais ainda!) para realizar esse sonho... Mas, vou driblando a dureza otimizando ao máximo as viagens. Vão aí alguns dos meus truques para viajar bem e barato!
O maravilhoso mundo das milhas. Cartão de crédito que acumula milhas prá mim é ouro. Isso mesmo, concentro todas as minhas despesas num único cartão que oferece milhas. Claro que é preciso muita cautela para não passar o limite e acabar acumulando... dívidas.
Hospedagens alternativas. Albergues da Juventude no Brasil e no mundo são uma ótima pedida para quem não faz questão de luxo e quer conhecer gente de todas as partes do planeta. No Brasil, os albergues estão cada vez melhores, bonitos e com boa infra-estrutura. Tive a oportunidade de conhecer vários e saí bem satisfeita da maioria. Recomendo vivamente: Lua Cheia Hostel, em Natal/RN; Hotel Albergue de Olinda /PE, Zorro Hostel, na Ilha do Mel/PR; Marina dos Anjos Hostel, em Arraial do Cabo/RJ. Todos lindos, acolhedores, bem localizados, maravilhosos. No site http://www.albergues.com.br/, você encontra todos esses e muito mais. É só fazer sua carteirinha e reservar sua vaga.
Outra boa opção no Brasil é a rede hoteleira do Sesc. Para quem tem carteirinha de comerciário (trabalhadores do comércio e serviços), os preços são muito em conta. Recomendo, principalmente, o Sesc de Salvador/BA e o de Guarapari/ES. Verdadeiros complexos hoteleiros, com pensão completa, a preço de pousadinha de beira de estrada. (Vou postar algumas fotos desses lugares, prometo!)
Para os mais aventureiros, acampar pode ser uma maravilha. Os campings também estão cada vez mais equipados, com banheiros limpos, chuveiros quentes, segurança e grandes possibilidades de novos amigos. Ah, e o conforto fica por conta de um bom colchão inflável, não tem coisa melhor, é leve para transportar e transforma qualquer barraca numa suíte presidencial. Juro!
Planejamento antecipado. Isso é fundamental para quem deseja fazer viagens econômicas. Os lugares mais baratos sempre esgotam suas vagas muito rapidamente. Se você pretende viajar em feriados prolongados ou férias, reserve tudo com, pelo menos, dois meses de antecedência. É sério!
Transporte e alimentação. Carro cheio é melhor, a galera divide combustível e pedágios e se reveza no volante. Ônibus para pequenas e médias distâncias também é uma boa, e você ainda pode admirar a paisagem. E, fique de olho nas promoções, cada vez mais frequentes, das companhias aéreas.
A comida também é um fator importante. Não deixe de experimentar a culinária local, afinal faz parte da graça da viagem. Mas, fuja dos restaurantes badalados voltados para turistas. Procurando bem, você pode encontrar lugares bem típicos, frequentados pelos moradores, e com preços bastante razoáveis. Vale a pena se aventurar fora do circuito “onde todo mundo vai”.
Só de falar, já sinto o cheiro de aeroporto, rodoviária, porto... já sinto o vento da estrada a me bagunçar os cabelos...
Acho que esse vício foi culpa dos meus pais. Não que eles sejam viajantes, mas tiveram a coragem de me colocar, juntamente com toda a família, num ônibus de São Paulo ao sertão nordestino, quando eu acabava de completar um mês de vida. Foi minha primeira grande aventura. Uma longa viagem de três dias pelas estradas brasileiras que, se hoje ainda são bem capengas, imagine em meados da década de 70. Resultado: peguei gosto e nunca mais larguei!
Tanto que meu objetivo de vida não é fazer fortuna, acumular bens, comprar carrões, casas de praia, nada disso... Meu objetivo de vida é percorrer todos os continentes... Sei que preciso viver muito (e trabalhar mais ainda!) para realizar esse sonho... Mas, vou driblando a dureza otimizando ao máximo as viagens. Vão aí alguns dos meus truques para viajar bem e barato!
O maravilhoso mundo das milhas. Cartão de crédito que acumula milhas prá mim é ouro. Isso mesmo, concentro todas as minhas despesas num único cartão que oferece milhas. Claro que é preciso muita cautela para não passar o limite e acabar acumulando... dívidas.
Hospedagens alternativas. Albergues da Juventude no Brasil e no mundo são uma ótima pedida para quem não faz questão de luxo e quer conhecer gente de todas as partes do planeta. No Brasil, os albergues estão cada vez melhores, bonitos e com boa infra-estrutura. Tive a oportunidade de conhecer vários e saí bem satisfeita da maioria. Recomendo vivamente: Lua Cheia Hostel, em Natal/RN; Hotel Albergue de Olinda /PE, Zorro Hostel, na Ilha do Mel/PR; Marina dos Anjos Hostel, em Arraial do Cabo/RJ. Todos lindos, acolhedores, bem localizados, maravilhosos. No site http://www.albergues.com.br/, você encontra todos esses e muito mais. É só fazer sua carteirinha e reservar sua vaga.
Outra boa opção no Brasil é a rede hoteleira do Sesc. Para quem tem carteirinha de comerciário (trabalhadores do comércio e serviços), os preços são muito em conta. Recomendo, principalmente, o Sesc de Salvador/BA e o de Guarapari/ES. Verdadeiros complexos hoteleiros, com pensão completa, a preço de pousadinha de beira de estrada. (Vou postar algumas fotos desses lugares, prometo!)
Para os mais aventureiros, acampar pode ser uma maravilha. Os campings também estão cada vez mais equipados, com banheiros limpos, chuveiros quentes, segurança e grandes possibilidades de novos amigos. Ah, e o conforto fica por conta de um bom colchão inflável, não tem coisa melhor, é leve para transportar e transforma qualquer barraca numa suíte presidencial. Juro!
Planejamento antecipado. Isso é fundamental para quem deseja fazer viagens econômicas. Os lugares mais baratos sempre esgotam suas vagas muito rapidamente. Se você pretende viajar em feriados prolongados ou férias, reserve tudo com, pelo menos, dois meses de antecedência. É sério!
Transporte e alimentação. Carro cheio é melhor, a galera divide combustível e pedágios e se reveza no volante. Ônibus para pequenas e médias distâncias também é uma boa, e você ainda pode admirar a paisagem. E, fique de olho nas promoções, cada vez mais frequentes, das companhias aéreas.
A comida também é um fator importante. Não deixe de experimentar a culinária local, afinal faz parte da graça da viagem. Mas, fuja dos restaurantes badalados voltados para turistas. Procurando bem, você pode encontrar lugares bem típicos, frequentados pelos moradores, e com preços bastante razoáveis. Vale a pena se aventurar fora do circuito “onde todo mundo vai”.
Só de falar, já sinto o cheiro de aeroporto, rodoviária, porto... já sinto o vento da estrada a me bagunçar os cabelos...
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